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E agora?

Saiba o que fazer em uma emergência odontológica

Será que um acidente como este pode acontecer com você?

Acidentes não têm hora para acontecer. Geralmente a hora escolhida é quando você menos espera. Na maioria desses momentos, não há um dentista por perto para assegurar que o atendimento correto aconteça.

Mas você pode ajudar, simplesmente aplicando alguns procedimentos básicos, que ajudarão o dentista em um momento posterior.

Veja as dicas do Centro Odontológico Campeche para você prevenir problemas maiores quando tiver algum desses acidentes.

Objeto Preso Entre os Dentes

Não tente remover o objeto com uma faca ou outro instrumento pontiagudo. Use o fio dental para retirar o objeto e seja cuidadoso, para não machucar a gengiva.

Se não conseguir remover o objeto, consulte o seu dentista.

Dente fraturado:

Limpe cuidadosamente a sujeira, sangue ou fragmentos de dente da área afetada. Use água filtrada para limpar bem o ferimento.

Aplique compressas frias no rosto e na área do dente quebrado, para diminuir o inchaço.

Se houver sangramento, faça pressão diretamente na área que está sangrando com um pano limpo.

Pegue o fragmento dental e leve ao seu dentista imediatamente, pois ele vai avaliar a possibilidade de colar esse pedaço de dente, além de outros procedimentos.

Dente Extraído por Acidente:

Se for um dente permanente, o reimplante é possível, mas para isso, você precisa tomar alguns cuidados:

Controle o sangramento mordendo um pano limpo ou uma gaze.

Ache o dente, sem tocá-lo pela raiz. Enxágue o dente com cuidado em água mineral. Nunca esfregue a raiz na tentativa de limpá-la.

Encaixe o dente cuidadosamente no local da gengiva de onde ele caiu, mantendo-o firme. Você pode morder uma gaze ou um pano para manter o dente no lugar. Se o encaixe não for possível, mantenha-o embaixo da língua ou coloque o dente em um recipiente com leite ,ou soro fisiológico, ou apenas água mineral.

Dá pra reimplantar?

O sucesso de um reimplante depende muito do período que o dente ficar fora do seu lugar. A Dra. Érica Castro Cantarutti,  cirurgiã-dentista do Centro Odontológico Campeche dá a dica:

“É importante que esse período seja o menor possível, não pode exceder duas horas, e que o dente seja conservado em um local úmido. Se o período exceder duas horas e o dente não for armazenado sob condições adequadas, o ligamento periodontal, que existe entre o dente e a parte óssea que o sustenta, morre e o organismo rejeita o dente reimplantado, como se ele fosse um corpo estranho.”

“Após o reimplante do dente, o dentista deve avaliar a necessidade do uso de contenções e do tratamento de canal (endodontia)”, completa a Dra. Érica. Segundo ela, após o reimplante, o paciente também deve cuidar da alimentação: “coma apenas alimentos líquidos ou pastosos durante as duas primeiras semanas”, ensina.

E se for um dente de leite?

Já com os dentes de leite (decíduos), os procedimentos são outros:

Nunca tente encaixar na gengiva. Lembre-se que há um dente permanente nascendo logo acima desse dente de leite. Por isso, provavelmente não haverá maneira de recuperar o dente de leite extraído por acidente .

Se o dente de leite amolece ou é deslocado de sua posição original, o seu dentista deve ser consultado, para que a extensão do dano seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é maior do que aparenta ser.

Frequentemente, é preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. O seu dentista irá orientar sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.

Em qualquer ocasião, procure o seu dentista o mais rápido possível, para que ele possa fazer os procedimentos adequados.

Mudança na Cor do Dente Acidentado

É comum ocorrer, após 2 ou 3 dias do acidente, uma mudança de cor, um escurecimento do dente afetado. Essa mudança pode significar que o dente perdeu sua vitalidade, e um tratamento de canal é necessário.

Nos dentes de leite, nem sempre a mudança de cor significa perda da vitalidade. Em muitos casos, a cor pode retornar ao seu normal. Deixe que o seu dentista acompanhe o caso.

Dor de Dente

Enxágue a boca com água filtrada para limpá-la.

Passe o fio dental cuidadosamente para remover eventuais restos de alimento.

Se houver inchaço, não aplique compressas interna ou externamente e não coloque nenhum remédio no dente ou na gengiva.

Se a dor persistir, consulte o seu dentista.

Mordida no lábio ou na língua

Limpe a região afetada e faça pressão diretamente na área do sangramento com uma gaze ou pano limpo. Para reduzir a salivação e em caso de inchaço, faça compressas frias.

Se o sangramento não parar, procure um pronto-socorro imediatamente.

Fonte:
Associação Americana de Dentistas
Revista APCD

Radical … mas nem tanto

Muitos acidentes com dentes acontecem quando estamos nos divertindo. Seja na hora da brincadeira, ou enquanto praticamos esportes como andar de bicicleta, skate, patins, ou jogando basquete, vôlei, futebol ou outros esportes coletivos.

O goleiro Fábio, que não é bobo, usa protetor bucal!

Ninguém pode prever um acidente, mas pode prevenir a fratura ou perda de um dente, além de mordidas acidentais nos lábios ou na língua. Essa prevenção é possível com o uso de protetores bucais.

A Associação Americana de Odontologia (ADA) estima que um terço de todos os traumatismos bucais estão relacionados com práticas desportivas.

Entre os tipos de traumatismos que podem ocorrer sem o uso do protetor bucal estão a quebra ou rachadura de dentes, fraturas de próteses, ferimentos nos lábios e bochechas, danos à raiz dos dentes, fraturas de arcada e concussões.

O que é um protetor bucal?

Protetores bucais são encontrados em todas as cores e tamanhos.

É um aparelho que se encaixa nos dentes para protegê-los de qualquer tipo de impacto. Ideais para proteger a língua e os dentes em atividades esportivas que envolvam a possibilidade de quedas, contatos físicos bruscos ou choques com objetos, os protetores ajudam a prevenir ferimentos na área da boca.

Geralmente projetados para cobrir os dentes superiores, os protetores são ainda mais necessários para quem usa aparelho ortodôntico ou ou prótese dentária. Nesse caso, é provável que o seu dentista sugira o uso de protetor bucal nos dentes inferiores também.

Que tipos de protetores bucais existem?

Independentemente do tipo, todo protetor bucal deve ser flexível, resistente à ruptura e confortável de usar. Deve também adaptar-se à boca de forma a não restringir a fala ou respiração.

Os três principais tipos de protetor bucal disponíveis no mercado são:

  • Protetores feitos sob medida:

São diferentes para cada usuário e feitos pelo seu dentista ou por um laboratório. Por serem feitos sob medida, são extremamente confortáveis e oferecem excelente proteção.

Para fazê-lo, o dentista tirará um molde de seus dentes e construirá o protetor em cima do molde. A maioria dos atletas prefere este tipo de protetor, pelo conforto que proporcionam. Mas, não se pode esquecer que infelizmente também são mais caros.

  • Protetores moldáveis em água quente:

Todos os protetores deste tipo têm a mesma forma, que pode ser alterada. Para alterar a forma do protetor, coloque-o em água quente para amolecer e morda o plástico aquecido para conseguir um bom encaixe nos dentes.

Este tipo de protetor pode ser adquirido em lojas de produtos esportivos e são mais confortáveis que os protetores comuns. Siga cuidadosamente as instruções para evitar ficar com um protetor que não se ajusta bem a seus dentes.

  • Protetores comuns:

Baratos e pré-moldados, estes protetores são prontos para o uso. Contudo, muitas vezes não se ajustam bem aos dentes e chegam a dificultar a fala e a respiração.

Quanto tempo dura um protetor bucal?

A durabilidade do protetor bucal não é muito longa. O ideal é trocar a cada ano porque, com o passar do tempo, ele se desgasta e o coeficiente de proteção se reduz.

Para adolescentes é importante trocar o protetor com certa frequência porque tanto a boca quanto os dentes estão em fase de crescimento. Muitos esportistas pedem que seu dentista faça novos protetores sempre que fazem a revisão dentária, a cada seis meses.

Manutenção dos protetores bucais

Depois de feitos os ajustes em seu protetor bucal para que este se encaixe corretamente nos dentes, é preciso que você aprenda a fazer a manutenção do aparelho. O protetor bucal só deve ser usado durante a prática de esportes ou jogos. Não morda o protetor para não reduzir a eficácia do plástico ou material laminado.

Seu dentista deve eliminar todas as bordas finas do aparelho para evitar que irritem ou machuquem a gengiva ou bochechas. Depois de usar o protetor bucal verifique se está em perfeitas condições. Se estiver danificado, substitua-o para evitar irritação na gengiva. A durabilidade do protetor depende dos cuidados que você dispensar a ele.

Depois de usá-lo, limpe-o com água fria e utilize uma escova com creme dental para eliminar as bactérias que possam ter aderido a ele durante o uso. Enxágue-o e guarde-o em um estojo, em temperatura ambiente, até a próxima prática desportiva. Vá ao dentista regularmente e peça-lhe que esclareça as dúvidas que você tiver em relação ao uso do protetor bucal nas práticas desportivas.

O perigo dos piercings orais

Bonitos e perigosos – a moda dos piercings orais veio para ficar. Antes de perfurar sua língua, lábios ou bochechas leia atentamente as recomendações do Centro Odontológico Campeche!

Será que vale a pena?

Um piercing oral é qualquer argola, pino, anel ou outro artefato de metal ou acrílico que é colocado na boca como forma de expressão individual. Sucesso entre os jovens de todas as idades, esses tipos de piercing oferecem uma série de riscos. Por isso, é importante conhecer as recomendações do seu dentista.

Segundo a Dra. Érica Castro Cantarutti, especialista do Centro Odontológico Campeche, o dentista, por conhecer bem a sua boca, é o profissional mais adequado para alertar sobre os perigos desse tipo de perfuração. “Dificilmente um profissional de uma loja de piercings saberia alertar sobre esses riscos. Portanto, é importante consultar um profissional de saúde bucal antes de tomar essa importante decisão”, explica a dentista.

Vale lembrar que o período de cicatrização é lento e durante os dois primeiros meses todo cuidado é pouco. Ingerir alimentos líquidos nos primeiros dias, reforçar a higiene e evitar a retirada de “casquinhas” são algumas das dicas frequentes. Além disso, é importante saber o que pode acontecer se você descuidar.

Conheça abaixo os principais efeitos colaterais dos piercings na boca:

1. Infecções

A boca é habitat de milhões de bactérias, que podem causar sérias infecções depois de um piercing na língua, por exemplo. Por mais que o usuário mantenha a boca higienizada, será difícil evitar a penetração de bactérias nos furos.

2. Sangramento

A perda de sangue caso um vaso sanguíneo seja perfurado durante o procedimento de colocação pode ser difícil de ser controlada. É necessário que o profissional conheça bem a estrutura da boca e por onde passam os principais vasos sanguíneos.

3. Dor e inchaço

Esses são sintomas comuns dos piercings na boca. Cuidado se a língua inchar demais. Isso pode dificultar a passagem de ar e atrapalhar a respiração.

4. Dentes e gengiva danificados

O contato e possíveis acidentes com a joia podem danificar os dentes, principalmente aqueles com restaurações, coroas e jaquetas. Além disso, podem também machucar a gengiva e causar retração gengival. Esse é um problema que resulta em um sorriso deformado e torna os dentes mais vulneráveis à cárie e à periodontite.

5. Interferência com as funções normais da boca

As joias aumentam a produção de saliva, dificultam a mastigação, e ainda podem alterar o posicionamento da língua e atrapalhar a pronúncia correta das palavras.

6. Doenças transmissíveis pelo sangue

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos identifica o piercing da boca como uma possível porta de entrada para doenças como a Hepatite B, C, D e G.

7. Endocardite

O piercing oral pode causar endocardite, que é a inflamação das válvulas e dos tecidos cardíacos. A ferida causada pela perfuração dá às bactérias da boca a oportunidade de entrar na corrente sanguínea, podendo chegar ao coração.

Se mesmo após conhecer todos os efeitos colaterais, você ainda quiser perfurar a boca, lembre-se: não deixe de ir ao dentista se sentir qualquer tipo de dor ou algum outro problema.

Mesmo depois que a ferida da perfuração desaparece, ainda existe o risco de engolir peças soltas ou danificar seriamente os dentes.

Fonte:
Colgate – Saúde Bucal em Qualquer Idade