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Chá de Malva: Santo Remédio

Receita antiga, indicação das nossas avós, o Blog das colegas dentistas OdontoDivas publicou um post detalhando os benefícios do Chá de Malva como alívio para a dor de dente. Trazemos essa sabedoria a vocês! E indicamos a leitura das OdontoDivas, informação valiosa bem descontraída para a sua saúde bucal!

Por Marjorie Lanzarin

Muitos pacientes, do interior principalmente, fazem bochechos com chá de malva para aliviar dor de dente. A malva é um anti-inflamatório natural, especialmente eficaz nas afecções da boca e garganta, e acredito eu não haver contra-indicações. Muitas pessoas tem em casa e fica fácil preparar o chá.

Pra que serve?

Tenho visto no meu dia-a-dia odontológico muitos pacientes que utilizam o chá de malva pra qualquer coisa. O que notei é que ele é altamente eficaz na melhora da gengiva dos pacientes, tanto quanto ou mais que a clorexidina. E desde então, ao invés de receitar a solução pra bochecho eu sempre antes pergunto se o paciente tem malva em casa ou se ele tem como conseguir com alguém. É barata, natural e acredito eu não haver contra-indicação.

Procurei por trabalhos/artigos acadêmicos na biblioteca virtual em saúde e não encontrei nenhum trabalho comparando a eficácia do chá de malva versus clorexidina. Procurei mais na internet e não encontrei muitas informações também, então se alguém quer fazer uma pesquisa e não tem tema ainda acho que aí está uma boa sugestão (e relevante também) pra um estudo do tipo caso-controle. Encontrei uma citação sobre malva nesta revisão de literatura, onde diz que a malva vem sendo testada no controle de crescimento de bactérias presentes no biofilme dental

O que encontrei sobre a malva:

A Malva sylvestris L. tem folhas bem verdes, com longos pecíolos, serreadas nas bordas e com pêlos ásperos, embora moles e macios ao tato. Já as flores são bem características: quando totalmente abertas, apresentam cinco pétalas afastadas, estreitas na base, largas e chanfradas na parte superior, a coloração é rósea e o florescimento se dá nos meses mais quentes do ano e, dependendo da região, pode ocorrer do final da primavera até meados do outono.

A planta contém mucilagens, antocianina, tanino e um óleo essencial volátil com propriedades calmantes, emolientes e laxativas. O uso da malva é indicado nas inflamações da boca (aftas e gengivites) e garganta, principalmente na forma de gargarejos. O chá é usado em casos de prisão de ventre, úlceras e gastrite. Na forma de emplastro, a malva é recomendada para tratar abcessos e as compressas feitas com as folhas são consideradas ótimas para aliviar queimaduras de sol.

A malva é usada popularmente como expectorante, emoliente, diurética e calmante. Indicada para problemas da garganta, dos brônquios e inflamações dentárias, também funciona como suavizante nas picadas de insetos e irritações da pele.

É da família das malváceas, e o nome da família vem do grego “malake”ou suave, uma vez que a planta é conhecida por acalmar.

Mas como preparar o chá?

Recomendo os meus pacientes prepararem um chá forte com as folhas em infusão, e bochechar o chá em temperatura morna pra fria, cerca de um copo pelo menos três vezes ao dia. Um detalhe muuuuito importante: NÃO COLOCAR AÇÚCAR, por motivos óbvios.

É o bastante para que uma gengiva inflamada, inchada e avermelhada em apenas um dia mude do vermelho para o rosa de uma gengiva saudável, como eu pude observar no paciente do post do “dentista” que cola aparelho em casa. Claro que é preciso lembrar que cada caso é um caso, e que o paciente precisa seguir as intruções de bochecho.

Passei a receitar o chá de malva no meu consultório particular também e notei uma certa resistência dos meus pacientes mais instruídos, salvo aqueles que adoram um fitoterápico. A maioria tem resistência e não leva a sério que um chazinho seja o suficiente para “acalmar uma gengiva sangrenta”, e preferem que eu receite uma solução mais “cara”. Logo, o digluconato de clorixidina 0,12% se faz presente, com aquele gosto metálico típico mas que parece agradar mais quem gosta de pagar.

Nota do OdontoCampeche: A Malva é uma planta muito comum aqui no Sul do Brasil. Então, pessoal, vamos aproveitar esse “santo remédio” que a natureza deu de graça para nosso usufruto!

Fonte: OdontoDivas

Verdade ou Mentira?

Descubra o que é real e o que é mito na odontologia

Todo mundo já ouviu algumas dessas afirmações que separamos para você. Selecionamos as dúvidas mais comuns. Se a sua dúvida não está na lista abaixo, envie-nos a sua pergunta!

“Quanto maior a escova dental, melhor!”

Mentira. Já explicamos em um post anterior que a escova dental deve ser pequena ou média, para permitir alcançar todas as regiões da boca. A escova deve também apresentar todas as cerdas da mesma altura para uma completa massagem dos dentes e gengiva, alem, é claro, de ser macia.

“A perda dos dentes é consequência natural do envelhecimento.”

Mentira. É possível chegar à velhice com todos os dentes na boca. Basta tratar bem de doenças gengivais e traumas. A composição genética do paciente também pode ser determinante, mas com prevenção adequada, qualquer um consegue manter os dentes para a vida toda.

“Só preciso ir ao dentista se estiver sentindo alguma dor!”

Mentira. A ausência da dor não significa que não há problemas bucais. Uma das doenças mais perigosas, a periodontite, que é a inflamação gengival, costuma ser bastante indolor, manifestando-se geralmente quando o caso encontra-se em estágio avançado. Leia o post e saiba mais sobre esse mal silencioso que pode até afetar o seu coração.

“Bebês que ainda não possuem dentes não precisam fazer higiene oral.”

Mentira. Mesmo sem dentes é importante que os pais façam limpeza da gengiva e região com uma gaze umedecida. Os cuidados com os dentinhos dos bebês também já foram abordados em um outro post. Vale a pena ler de novo!

“Não existe tratamento de canal em dente de leite.”

Mentira. Muitos estudos atuais apontam da necessidade de manter os dentes de leite, pois são eles quem garantem a manutenção do espaço para os dentes permanentes. Se extraído antes do tempo, acidentalmente ou não, o dente permanente pode nascer fora do lugar. Por isso, se o tratamento de canal em um dente de leite ajuda a mantê-lo na boca por mais tempo, ele deve ser realizado.

“Chupeta faz mal à dentição das crianças.”

Verdade. Pelo menos na maioria dos casos. A chupeta pode até ser uma aliada, estimulando a musculatura e o nascimento de alguns dentes. No entanto, podem ser extremamente nocivas por causar a mordida aberta anterior, um problema gerado pelo uso prolongado da chupeta. Isso acontece porque ela tende a “empurrar” os dentes, impedindo que a mordida se feche por completo nos dentes da frente. É importante consultar o dentista sobre a correta época e indicação para o uso da chupeta.

“O bicarbonato de sódio em pó na escova funciona como clareador dos dentes.”

Mentira, apesar de ser abrasivo e remover manchas externas do dente, quando usado corretamente, se usado em excesso o bicarbonato pode causar abrasão no esmalte e consequentemente, hipersensibilidade dentinária. A grande maioria dos cremes dentais existentes no mercado contém bicarbonato na sua composição, sendo o suficiente para a limpeza diária. Porém, não há potencial clareador.

Vale o alerta: cuidado com promessas milagrosas de clareamento! Muitas delas se proliferam pela internet e são enganosas. Esfregar bicarbonato de sódio e suco de limão nos dentes é uma dessas promessas que acabam por corroer e degradar o esmalte dentário, amarelando e sensibilizando os dentes. Faça clareamento da maneira segura. Leia mais sobre isso neste post.

“Restaurações em resina são mais frágeis e têm maior possibilidade de fratura e infiltração que restaurações em amálgama.”

Mentira. As resinas modernas são resistentes e preparadas para durar por muito tempo. Não ficam devendo em nada em termos de resistência e adaptação para as antigas restaurações metálicas, e ainda têm a vantagem estética de possuírem a mesma cor natural dos dentes.

Outra vantagem é que a restauração em resina necessita de um desgaste menor do dente e não possui metais pesados na sua composição, como é o caso do amálgama.

“Se o dente de leite não cair sozinho, não preciso me preocupar com ele.”

Mentira. O dente de leite é temporário e serve como guia para a erupção do dente permanente. Se ele não cair sozinho, procure o dentista da criança e deixe que ele analise a situação com o uso de radiografias.

“Os sisos devem ser removidos, antes mesmo que eles nasçam.”

Mentira, não necessariamente. Os sisos, ou terceiros molares, só devem ser removidos quando for detectada a ausência de espaço para eles ou se o seu nascimento implicar em mau posicionamento dos demais dentes.

“Não existe contra-indicação para a colocação de implantes.”

Verdade. O que existe são fatores que podem diminuir a capacidade de sucesso estético ou funcional dos implantes. Se o paciente é fumante, ou tem problemas cardíacos, ou ainda deficiências ósseas, o dentista pode precisar ter mais cuidado na hora de planejar um caso ou usar opções alternativas, sem impossibilitar a colocação dos implantes.

“Os implantes ou próteses totais (dentaduras) não necessitam de controle periódico no dentista.”

Mentira. Assim como os dentes naturais, os implantes precisam de manutenção gengival e descontaminação a cada seis meses. Pacientes com próteses também devem fazer visitas regulares para higienização e avaliação da gengiva, além de outros cuidados.

Tem mais dúvidas? Mande para a gente: contato@odontocampeche.com.br

E agora?

Saiba o que fazer em uma emergência odontológica

Será que um acidente como este pode acontecer com você?

Acidentes não têm hora para acontecer. Geralmente a hora escolhida é quando você menos espera. Na maioria desses momentos, não há um dentista por perto para assegurar que o atendimento correto aconteça.

Mas você pode ajudar, simplesmente aplicando alguns procedimentos básicos, que ajudarão o dentista em um momento posterior.

Veja as dicas do Centro Odontológico Campeche para você prevenir problemas maiores quando tiver algum desses acidentes.

Objeto Preso Entre os Dentes

Não tente remover o objeto com uma faca ou outro instrumento pontiagudo. Use o fio dental para retirar o objeto e seja cuidadoso, para não machucar a gengiva.

Se não conseguir remover o objeto, consulte o seu dentista.

Dente fraturado:

Limpe cuidadosamente a sujeira, sangue ou fragmentos de dente da área afetada. Use água filtrada para limpar bem o ferimento.

Aplique compressas frias no rosto e na área do dente quebrado, para diminuir o inchaço.

Se houver sangramento, faça pressão diretamente na área que está sangrando com um pano limpo.

Pegue o fragmento dental e leve ao seu dentista imediatamente, pois ele vai avaliar a possibilidade de colar esse pedaço de dente, além de outros procedimentos.

Dente Extraído por Acidente:

Se for um dente permanente, o reimplante é possível, mas para isso, você precisa tomar alguns cuidados:

Controle o sangramento mordendo um pano limpo ou uma gaze.

Ache o dente, sem tocá-lo pela raiz. Enxágue o dente com cuidado em água mineral. Nunca esfregue a raiz na tentativa de limpá-la.

Encaixe o dente cuidadosamente no local da gengiva de onde ele caiu, mantendo-o firme. Você pode morder uma gaze ou um pano para manter o dente no lugar. Se o encaixe não for possível, mantenha-o embaixo da língua ou coloque o dente em um recipiente com leite ,ou soro fisiológico, ou apenas água mineral.

Dá pra reimplantar?

O sucesso de um reimplante depende muito do período que o dente ficar fora do seu lugar. A Dra. Érica Castro Cantarutti,  cirurgiã-dentista do Centro Odontológico Campeche dá a dica:

“É importante que esse período seja o menor possível, não pode exceder duas horas, e que o dente seja conservado em um local úmido. Se o período exceder duas horas e o dente não for armazenado sob condições adequadas, o ligamento periodontal, que existe entre o dente e a parte óssea que o sustenta, morre e o organismo rejeita o dente reimplantado, como se ele fosse um corpo estranho.”

“Após o reimplante do dente, o dentista deve avaliar a necessidade do uso de contenções e do tratamento de canal (endodontia)”, completa a Dra. Érica. Segundo ela, após o reimplante, o paciente também deve cuidar da alimentação: “coma apenas alimentos líquidos ou pastosos durante as duas primeiras semanas”, ensina.

E se for um dente de leite?

Já com os dentes de leite (decíduos), os procedimentos são outros:

Nunca tente encaixar na gengiva. Lembre-se que há um dente permanente nascendo logo acima desse dente de leite. Por isso, provavelmente não haverá maneira de recuperar o dente de leite extraído por acidente .

Se o dente de leite amolece ou é deslocado de sua posição original, o seu dentista deve ser consultado, para que a extensão do dano seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é maior do que aparenta ser.

Frequentemente, é preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. O seu dentista irá orientar sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.

Em qualquer ocasião, procure o seu dentista o mais rápido possível, para que ele possa fazer os procedimentos adequados.

Mudança na Cor do Dente Acidentado

É comum ocorrer, após 2 ou 3 dias do acidente, uma mudança de cor, um escurecimento do dente afetado. Essa mudança pode significar que o dente perdeu sua vitalidade, e um tratamento de canal é necessário.

Nos dentes de leite, nem sempre a mudança de cor significa perda da vitalidade. Em muitos casos, a cor pode retornar ao seu normal. Deixe que o seu dentista acompanhe o caso.

Dor de Dente

Enxágue a boca com água filtrada para limpá-la.

Passe o fio dental cuidadosamente para remover eventuais restos de alimento.

Se houver inchaço, não aplique compressas interna ou externamente e não coloque nenhum remédio no dente ou na gengiva.

Se a dor persistir, consulte o seu dentista.

Mordida no lábio ou na língua

Limpe a região afetada e faça pressão diretamente na área do sangramento com uma gaze ou pano limpo. Para reduzir a salivação e em caso de inchaço, faça compressas frias.

Se o sangramento não parar, procure um pronto-socorro imediatamente.

Fonte:
Associação Americana de Dentistas
Revista APCD

Páscoa sem dor de dente

E se além dos ovos de chocolate, o coelhinho da Páscoa trouxesse uma bela dor de dente? Evite as cáries e a temível dor com dicas simples de higiene durante as festividades deste mês!

Páscoa é tempo de chocolates deliciosos!

1. Escolha os melhores horários

Coma seus ovos de chocolate após as principais refeições e escove os dentes, no máximo, 15 minutos depois. Isso é importante porque, após as refeições, a placa bacteriana começa a se formar em até 15 minutos.

Se o alimento permanecer nos dentes, as bactérias começam a agir, e, graças ao açúcar do chocolate, se reproduzem rapidamente. Evite ingerir doces antes de dormir. Durante o sono, a produção de saliva diminui, e os riscos da formação de cáries aumentam.

2. Reduza o açúcar

Os chocolates meio amargos e ao leite costumam ser preparados com menos açúcar que os chocolates brancos. Além disso, ingredientes como nozes, castanhas e frutas cristalizadas ajudam a evitar que os caramelos e outros doces “grudem” no dente e dificultem a limpeza.

Atenção especial para os aparelhos ortodônticos! Ovos de chocolate crocante podem ocasionar a quebra ou descolagem dos braquetes! Quem usa aparelho deve preferir os ovos de chocolate puro.

3. Não descuide da limpeza

É importante retirar qualquer restinho dos deliciosos doces da Páscoa dos seus dentes. Portanto, reforce a escovação, limpe a língua, use o fio dental, e não se esqueça do bochecho!

Quer saber como? Veja as nossas dicas em vídeos explicativos!

Feliz Páscoa!